segunda-feira, 21 de setembro de 2015

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

REPLAY: Arrevista: quando lançamos como zine...

Uma das melhores lembranças da série Arrevista é que houve um lançamento em forma de zine, que foi divertido pois foi no formato de papel higiênico. Houve lançamento na Semana da Arte Modesta, , que espalhou essas privadas coloridas pela Puc-sp, combinando perfeitamente com o zine! Por muito tempo era possível também encontrar o zine na Livraria HQMix, que foi uma pena que fechou...






Bem, como se vê, eram os primeiros anos do PT no poder, e daí essa visão bastante ingênua....

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

REPLAY: Arrevista Satiagraha (comentando decisão Justiça 20/8/15)

Vi que saiu recentemente a decisão da Justiça quanto à Operação Satiagraha: ela foi anulada (http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/stf-confirma-anulacao-da-satiagraha-e-condenacao-de-protogenes-queiroz/)

Essa Operação com certeza  vai ficar para história...na época fizemos fizemos alguns quadrinhos, como esse:


Agora (2015) que a Operação foi anulada, podemos considerar, que tal como no quadrinho acima, o que foi investigado não será considerado.

Além disso fica evidente que a Justiça para ricos funciona de um jeito muito diferente da Justiça para pobres
(quanto à tortura http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL746972-5605,00-HOMENS+QUE+DIZEM+TER+CONFESSADO+CRIME+SOB+TORTURA+DEIXAM+PRISAO.html)


Era uma época curiosa: muito diferente de agora, em que se fala em Lava-Jato e se vibra a cada descoberta, se reclamava que a polícia investigava demais, e que assim acabaríamos numa "Grampolândia" (vide por exemplo o texto "Bem vindo à Grampolândia" http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/bem-vindo-a-grampolandia-b606ggp62q8zv1mffuja94hn2)
 "Termos como “Estado Policialesco”, “guardião” e “big brother” fundiram-se no conceito da existência de um país dentro de outro, a “Grampolândia”."

A posição da Veja? Bem, com um banqueiro sendo alvo de investigação... adivinharam??

 
Deixei a capa grande para vocês lerem a última linha: investigaram até a Dilma.

Ora, ora, hoje em dia o pessoal se esqueceu totalmente do perigo de vivermos numa Grampolândia e qualquer investigação que envolva a Dilma, por mais "tenebrosa" que fosse seria apoiada incondicionalmente pela Veja.


Aliás apesar da Polícia Federal ter sido criticada na época pelos métodos de investigação, a mídia nunca fez auto-crítica, é isso que quis dizer no quadrinho acima.

 Acima, se trata do assassinato de reputação.

Aliás, quando tava procurando por "assassinato de reputação", olha o que acho, mais uma coisa da época:
 (do dossiê do Nassif https://sites.google.com/site/luisnassif02/intocavel2)

A nota da Monica Bergamo está aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1703200907.htm

Já em relação à garota que pichou a Bienal, se refere à isso aqui: http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2008/12/12/caroline_presa_e_dantas_livre-_viva_a_justica_/

Pois é, lá em cima o quadrinho mostrou que o rico não pode ser algemado, enquanto o pobre pode ser torturado e ficar anos preso. E classe média (caso da garota)? Fica 53 dias presa, mesmo com o Ministro da Cultura Juca falando para soltar. Já o Dantas é preso e solto 2 vezes em questão de 48 horas:

 (comentário da BBC de Londres, vide Wikipedia sobre a Operação: https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Satiagraha)

(acima, da RBS http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2008/12/apos-53-dias-presa-estudante-que-pichou-bienal-e-solta-2340101.html)


E por fim a última tira da série, que foi baseada na resposta do Juiz De Sanctis:
"Saliento, outrossim, que o sigilo dos processos surgiu no Século XIV para proteger aqueles que acusavam pessoas vinculadas ao rei e que, por isso, poderiam sofrer represálias." (http://www.conjur.com.br/2009-jul-21/leia-decisao-sanctis-contesta-publicidade-restrita-autos)

CONCLUSÃO

Enfim, agora em 2015 a Justiça anulou a Operação Satiagraha, que pretendia prender o Banqueiro Dantas, e tinha suscitado o "pavor" de vivermos numa Grampolândia, estado policialesco... no texto Bem-vindo à Grampolândia vê-se que o deputado Itagiba (PMDB) falou até em nazismo:

Aliás, é mais ou menos dessa época a prisão da dona da Daslu, Eliana Tranchesi condenada a 94 anos de prisão:
Novamente a Justiça sendo contestada em caso de prisão de ricos...
E que também virou quadrinho:


Bem, então o delegado de investigador passou a investigado, pelos excessos. Ao que tudo indica, realmente havia exageros, vide http://www.fabiocampana.com.br/2009/03/protogenes-bisbilhotou-ate-a-vida-amorosa-de-dilma/, embora na minha opinião, hoje em dia não há garantia de que outros delegados estejam fazendo os mesmos excessos. E o pior, se ele foi criticado por bisbilhotar até a Dilma na época, hoje em dia isso seria naturalizado (desde que seja contra o PT até golpe de Estado estaria valendo...).

Enfim, não fica a sensação de que as críticas da época à Grampolândia serviram para melhorar alguma coisa, até na questão de espetacularização das investigações e vazamento de informações a jornalistas (alguns dos argumentos para condenação do ex-delegado Protógenes), o que se vê hoje são coisas como o vazamento seletivo da lista do Youssef (mais PT e pouco PSDB), o que culminou em coisas como essa espetacularizada capa da Veja (edição extra da Semana das eleições, em outubro 2014)
A Veja foi condenada pela Justiça Eleitoral a oferecer espaço para direito de resposta, por causa dessa edição que tinha o propósito de tumultuar as eleições com notícias vagas (eles teriam ouvido Youssef dizer, mas logo depois o advogado dele negou - se quiser entender vide http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/10/25/veja-desmacarada-tse-da-direito-de-resposta-ao-pt-e-veja-tera-de-publicar-hoje/).

E como disse, está sendo seletivo, pois agora é que aparece o lado do PSDB http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-08-25/aecio-recebeu-propina-de-contratos-de-furnas-afirma-youssef.html

Protógenes está descontente com a a anulação da Operação, para ele, houve inversão de valores. Acho que se houve excessos, o ex-delegado tem de pagar (e está pagando com serviços comunitários), mas anular uma operação para desconsiderar as evidências já encontradas é complicado, não deveria ser assim.

E se amanhã anularem as operações contra o PT (com base em argumentos que anularam o Satiagraha), não vou mudar de opinião achando que é o certo, pois a Justiça continua sendo diferente para os ricos. A mídia na época da Grampolândia dizia que não estava apoiando Dantas, mas alertando sobre os perigos policialiescos para o cidadão comum, o que defendo é essa pauta que a própria midia esqueceu: que a Justiça seja equilibrada e vá se aperfeiçoando com o tempo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

REPLAY: Arrevista ("A revista arrivista") 1 a 4 - ATUALIZADO

ATUALIZAÇÃO (18/8/15): Acréscimo da tira 4 E CONTEXTUALIZAÇÃO
(publiquei na pressa e percebi que separar as tiras 3 e 4 não faria sentido, e faltou também a contextualização)

Turbulências pessoais (férias e projetos futuros) estão atrapalhando a criação de algo inédito, mas para não deixar o leitor sem nada, o REPLAY de Arrevista ("a revista arrivista"), série de 2007, criticando o comportamento da imprensa.


CONTEXTO: Estava começando a briga Luis Nassif x Veja, e Reinaldo Azevedo se referia a Nassif como "Nassifu" ou "Nassifudeu" (vide abaixo)
(imagem extraída do Dossiê A Cara da Veja, de Nassif)



CONTEXTO: As insinuações da Veja são um caso de covardia: eles não afirmam mas fazem o leitor pensar do jeito que querem. quanto a "fulano é gay" se refere ao episódio envolvendo o Ronaldo e uma travesti. Veja abaixo a capa: "A escolha de Ronaldo", insinua que se refere à opção seuxal
    









sexta-feira, 24 de julho de 2015

REPLAY: albergues e hotéis (analogia ao Prouni na educação)

Novamente num período ocupado, recorro novamente ao REPLAY, dessa vez um vídeo de 2010. (Sim, caro leitor, eu concordo quando você diz que eu devia estar ocupado para dar pitacos sobre a conjuntura nacional, mas paciência!)


Contextualizando:

As escolhas que o PT fez são cheios de problemas e contradições. Quanto ao ensino superior, é certo que se estivéssemos sob PSDB, as universidades públicas estariam cobrando mensalidades. Um membro da equipe de Aécio, Samuel Pessôa defende isso (vide http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/07/membro-da-equipe-de-aecio-neves-defende-privatizacao-da-universidade-publica/), mas sinais disso existem há muito mais tempo. Em 2001 O então ministro da educação do governo FHC, Paulo Renato era cogitado até como presidenciável, sim, pelo PSDB mesmo. Como essa história é difícil de acreditar, até tirei um print:

Bem, como ia dizendo, em 2001 Paulo Renato estimava que em 5 ou 6 anos Brasil teria de discutir mensalidades em universidades públicas, essa entrevista está aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2110200119.htm
Ou seja, por volta de 2006 ou 2007 já podia estar existindo mensalidades, se Lula não tivesse ganho. Para fomentar o debate, a Folha na semana seguinte trouxe essa matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2810200101.htm
 Isso porque um dos principais argumentos a favor da cobrança era de que muitos que estudam nas universidades públicas já são ricos mesmo.

O PT traçou o caminho oposto, facilitando o acesso à universidades por meio de cotas, Prouni, Fies (este já existia antes), Ciência sem Fronteiras, etc.

Mas é um engano pensar algo como "PSDB representa o capitalismo e o PT o comunismo", pois tanto as universidades públicas quanto privadas foram beneficiadas, esse é o "comunismo" do PT, tentar fazer um governo de todos, e ao invés de deixar as instituições privadas falirem pela própria lógica capitalista do mercado, ajuda também as privadas, é isso que mostramos nesse vídeo.
 

Nota adicional

Na entrevista de 2001 o Paulo Renato conta que foi xingado pelos grevistas das universidades federais, e que ia processar:
Atualmente quem é xingado são os petistas (de http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2015/07/1653448-guido-mantega-processara-empresario-que-o-xingou-em-restaurante.shtml):

segunda-feira, 22 de junho de 2015

adolescentes violentadas em PI e maioridade penal

É sobre este trise caso: de adolescentes que foram vitimas de estupro coletivo em Piaúí.

Essa cada da Veja é de semana passada, quando a comissão de parlamentares deu parecer pela  redução da maioridade penal, o que será apreciado pela câmara no dia 30 de junho, algo que com razão a CNBB está criticando. Muitos dizem que é  primeiro passo para reduzir a violência, mas não achamos que a redução vá ajudar nisso, pois muitos se darão satisfeitos em reduzir por reduzir, e aprovar isso é maneira mais fácil dos políticos serem demagogos.